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Equinócio
( Maria Petronilho POR )
Esta noite as fadas brancas
Saem dos seus abrigos
E espalham alvas poeiras
Na luz de todas as estrelas,
O sol beija de longe a terra,
Com lágrimas de despedida
O frio da sua saudade
Desce nas gotas de chuva,
Nas crespas geadas
Nas manhãs de bruma
E entrelaça uma corola de cristais
Nos cumes das montanhas mais altas.
Na noite mais longa, a solidão grita
A alma estremece na sombra
Os poetas tecem mantas de nostalgia
Reacendem-se as lareiras nas casas
E serenamente o ciclo continua
Na perpétua elipse onde gravita
A cerúlea Terra apaixonada
Em redor da sua estrela.