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Poemas

( Maria Adelina V. Cardoso e Gomes BRA )

 

 

 

Quarto poema 

DE QUE ADIANTA?

 

De que adianta ganhar e perder?

De que adianta TER e não SER?

De que adiantam as glórias, diante

da efemeridade de tudo?

De que adiantam as posses

sofregamente connquistadas,

se a vida nada retém?

De que adiantam as buscas insanas,

dia nte das buscas essenciais?

De que adianta a fé recitada, diante

da fé discernida, refletida,operante?

De que adiantam o orgulho e o mal

espalhado, diante da morte que

           tudo ceifa?

           De que adianta?

As buscas desnecessárias, insensatas?

           Se tudo silenciará um dia...

De que adianta TANTO?

Se apenas viajamos por esssa estrada?

 

 

 

Terceiro Poema

DEVANEIOS

 

Se você pudesse retornar ao tempo,

          como retorna o vento,

se você pudesse entrar no meu intímo

          em dias de mal tempo...

Se você pudesse compreender meus

          sentimentos,

deter o tempo nos momentos que

          estou feliz.

Se você pudesse buscar algo que

          que ficou perdido no tempo...

Se você pudesse buscar a paz

           dos passáros,

           o multicolorido das flores,

           a brisa que sopra do mar,

           os raios de sol e me entregar...

           Ah! se você pudesse tanto!

Daria-me a vida, o mundo, o tempo

           que eu sempre quis...

 

 

 

´Segundo Poema

Entre nós

 

Sei que entre nós

      perdura

um vínculo afetivo

      profundo

      invisível,

      permanente.

Sei que entre nós

o amor resiste ás

investidas do próprio

      tempo...

A cobiça que espreita,

a ternura, a  calma,

      a alma...

Sei que entre nós

existe um líame

      perfeito,

tecido no pretérito,

devolvido pelo

     mistério

     da vida.

 

 

 

Primeiro Poema 

A VIDA

 

Ah! vida eu creio,

compreendo,desvendo,delumbro e sonho...

Ah! vida, os burburinho, as buscas,

encontros e desencontros...

Ah! vida hoje, amanhã,sempre...

Ah! vida tantas questões pendentes,

dependentes, urgentes, ungidas,sofridas...

E o tempo correndo fugaz, no pêndulo do relógio,

anunciando o regresso como uma setença

irrevogável...

Ah! vida esse eterno ir e vir,

Essa incógnita indecifrável.

Ah! a vida Nem sei se tenho tempo, para viver

minhas angústias, ou se preciso  acelerar para

viver meus sonhos...

Ah! vida...